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A primeira vista, o modelo acima não parece ter nada de impressionante, mas a Canon EOS-1D C (ou Cinema 1D) é uma revolução em termos de resolução de imagem: trata-se da primeira máquina fotográfica DSLR do mundo capaz de gravar em 4K (4096x2160).

E a fotografia não é deixada de lado, já que o modelo conta com um sensor de 18,1 MP e uma ISO máxima de 25.600. Já seu design "achatado" e compacto é perfeito para o transporte da máquina, o que a torna ideal para filmagens externas com o máximo de detalhamento possível.


O aparelho é destinado principalmente por cineastas e produtores de televisão, o que bastante compreensível pelo preço: salgados US$ 15 mil (cerca de R$ 30 mil) para desfrutar da tecnologia de gravação em 4K. Ela chega às lojas no início de outubro. 



A Primeira Câmera do Mundo que Grava Vídeos Em 4K é a Canon EOS-1D C.

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As câmeras digitais de hoje são capazes de tirar retratos em alta resolução com uma precisão absurda de foco, captura de luz e perspectiva. Para tanta qualidade, não é de se estranhar que seja necessário um longo processo de fabricação até que um aparelho desses fique pronto. Mas, afinal, como uma máquina dessas é feita?

 

Para solucionar essa dúvida, a Canon conta com um vídeo de pouco mais de 12 minutos (e que vale cada segundo) mostrando em detalhes o passo a passo do nascimento de um de seus produtos. É possível acompanhar desde a fabricação isolada de cada um dos componentes (lente, sensor, flash) até a montagem e distribuição de um modelo, o EOS 7D. O destaque vai para as lentes, que são combinadas com uma precisão milimétrica após uma série de cálculos que definem qual a melhor posição para cada componente – e são necessários até anos de tentativas e erros para encontrar o conjunto que você encontra em sua máquina digital. Fonte: YouTube

Você Sabe Como é Feita Uma Câmera Digital?

O Dispositivo de Carga Acoplada, sensor conhecido pela sigla em inglês CCD, é o coração de toda câmera digital. Esse componente é o responsável por captar a luz das cenas e transformá-la em imagens coloridas para o fotógrafo. Mas como eles funcionam?

No vídeo acima, o engenheiro Bill Hammack disseca, de maneira simples e acessível, o funcionamento do CCD. E como a produção está legendada apenas em inglês e francês, vale a pena explicarmos as etapas em bom português.

 





Capturando a luz de uma cena

O sensor CCD é responsável por capturar a imagem e transferi-la para o sistema de memória da câmera, que, por sua vez, deve gravá-la em um formato eletrônico. Quando exposto à uma cena, seções diferentes do CCD geram cargas elétricas de maneira proporcional à intensidade da luz percebida por elas. A partir disso, é possível medir essas cargas e saber com precisão o quão brilhante uma parte da imagem será.

Se ampliarmos uma imagem o suficiente na tela do computador, podemos ver que ela é composta por pequenos quadradinhos conhecidos como pixels. Medindo 8,84 mícrons x 11,79 mícrons, cada um desses pixels corresponde a uma única seção do sensor CCD. Esse é, basicamente, o funcionamento dele: milhões de quadradinhos feitos com silício fotossensitivo e organizados em forma de matriz com o objetivo de capturar uma imagem.

Repassando a imagem para a memória

Mas o que tornou esse tipo de tecnologia barata e acessível foi a forma como essas informações de luminosidade puderam ser repassadas para o sistema de memória da câmera. A maneira mais simples e primitiva seria interligar cada um desses pixels dos sensores com fios que pudessem transmitir as informações adiante.

Porém, esse modelo apresenta um problema. Ao transferir a informação do pixel para o fio, ela acaba sendo alterada, perdendo um pouco da sua carga original. Assim, o resultado era uma imagem repleta de interferências e distorções. Esse efeito é conhecido como acoplamento capacitivo (capacitive coupling) e piora à medida que o número de pixels aumenta. Isso seria péssimo para a indústria.

Para resolver esse problema, o sensor CCD usa a solução mais simples possível: nada de fios elétricos entre os pixels. Um sensor CCD é feito com uma placa de silício e, para criar cada um dos pixels da matriz, os engenheiros adicionaram canais de isolamento que dividem a placa em linhas. Depois, a superfície dela é coberta com uma fina camada isolante de dióxido de silício e são posicionadas tiras muito finas de alumínio de maneira perpendicular aos canais isolantes, criando assim os pequenos pixels.

O transporte das cargas elétricas

A imagem é transmitida linha a linha (Fonte da imagem: Reprodução)
Mas como dissemos anteriormente, a grande sacada da indústria foi descobrir uma maneira de transportar a imagem do chip de silício para a memória da câmera, sem usar fios elétricos e sem distorcê-la.

Sendo assim, o CCD passou a transportar as cargas de uma linha de uma vez só, até o final da placa de silício, região em que um segundo componente é responsável por ler essas cargas e, então, repassá-la para a memória da máquina. Dessa forma, a câmera pode identificar as cargas e construir a imagem com base nesses dados.

E como surgem as cores?

Porém, como você pode ter notado, esse sensor é responsável apenas pela medição da intensidade de luz da imagem, que pode ser útil para produzir fotos em preto e branco, mas não coloridas. Sendo assim, como as cores aparecem?

Para gerar uma figura colorida, é preciso separar a luz em verde, azul e vermelho. A opção mais simples seria usar três sensores CCD diferentes dedicados com exclusividade para essa função e, depois, combinar as informações levantadas por eles para criar uma imagem colorida.

As imagens são capturadas como um mosaico de três cores (Fonte da imagem: Reprodução)
Entretanto, os engenheiros surgiram com uma opção mais barata: em vez de três sensores CCD, usaram um pouco de matemática e conseguiram obter o mesmo resultado com apenas um sensor.

Normalmente, esse sensor está coberto por um filtro com seções do tamanho de pixels azuis, vermelhos e verdes. Assim, a câmera recebe uma imagem que é formada pelo mosaico dessas três cores. Posteriormente, a máquina aplica um algoritmo capaz de estimar a cor ideal para cada pixel, sempre com base no nível de cor dos quadrados adjacentes.

Por exemplo, se um determinado pixel aparece em verde, o software da câmera é capaz de calcular a intensidade de vermelho e azul ao redor desse pixel para encontrar a cor certa para ele. Parece estranho, mas isso acaba funcionando, já que os detalhes significantes de uma imagem costumam ser muito maiores do que os pixels do sensor.

Felizmente, todo esse processo acontece de maneira muito rápida, sem que interfira na diversão do fotógrafo.

Fonte: EngineerGuy.com

VÍDEO: Como Funciona o Sensor CCD de Uma Câmera Digital?







Muita gente gente já viu na internet principalmente aquelas imagens onde tudo parece ser de brinquedo não é, mas vocês já se perguntaram como são feitas essas imagens ... não?

Trata se de uma técnica conhecida como conhecida como tilt-shift, e para demostrar melhor essa técnica, estamos trazendo até vocês esse vídeo que foi feito usando ela. o filme acaba “brincando” com o tamanho aparente de carros alegóricos, belezas naturais e até dos moradores da Cidade Maravilhosa, mostrando tudo isso em uma versão miniaturizada.
De acordo com o perfil da produtora AD Studio no Twitter, os fotógrafos Jarbas Agnelli e Keith Loutit, da Austrália, capturaram 167.978 fotos em cinco dias de carnaval. Depois disso, as imagens foram tratadas e animadas, além de terem sido complementadas pela trilha sonora composta por Jarbas para o filme. O resultado impressionante pode ser conferido no vídeo acima.

Você já conhece a fotografia em Tilt-Shift, agora vai conhecer osvídeos.