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No anúncio de venda de uma câmera digital, o primeiro aspecto que aparece — sempre com muito destaque — é o número de megapixels do aparelho. No entanto, esse não deve ser um fator decisivo para a sua compra.

Apresentaremos neste post com a ajuda do Tecmundo, uma seleção de dicas que podem ajudar você a escolher o melhor tipo de câmera para seu perfil, de acordo com utilização, preço, praticidade e qualidade de imagem. Confira tudo que você precisa saber antes de adquirir uma câmera digital.
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Megapixel x Sensor

Como já explicamos em artigos aqui do Tecmundo, um alto número de megapixels não significa uma imagem com qualidade — veja em: Mais megapixels significa maior qualidade de imagem? e Mitos e verdades sobre megapixels.

Sendo assim, é o tamanho do sensor que realmente vai ajudar você a definir qual câmera comprar. Em aparelhos menores e mais compactos, o sensor não tem alta capacidade de captar a luz e transformar em imagem.

[caption id="attachment_709" align="aligncenter" width="600" caption="Nikon 1 J1 (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Dessa forma, ele acaba sendo responsável pela criação de ruídos na foto quando tenta trabalhar com muitos megapixels. Então, nossa primeira dica é: veja amostras de imagem antes de comprar sua câmera.

Pesquise na internet ou vá até a loja, tire fotos e veja o resultado no computador. Isso vale para todo o tipo de câmera, seja do mais simples, em smartphones, até aquele mais sofisticado, com lentes intercambiáveis.

Só assim será possível visualizar a real qualidade de imagem, descartando de vez o mito de que, quanto mais megapixels, melhor é a câmera fotográfica digital. Nesse quesito, câmeras maiores saem em vantagem. Mas também é possível encontrar boas câmeras compactas com excelente qualidade de imagem.

Lentes: zoom, macro e possibilidades

Outro fator muito importante para a maioria das pessoas que buscam por uma câmera fotográfica é o zoom. Nas digitais, existem dois tipos de aproximação: a real e a digital. Isso significa que existe um zoom falso, que nada mais é que a aproximação da própria imagem.

Nós explicamos: o zoom real tem um limite. A partir daí, a câmera utiliza o zoom digital, que é a aproximação da imagem sobre o limite do zoom real. Ou seja, é a mesma coisa que você colocar o arquivo em seu computador, utilizar o zoom e recortar a foto para obter uma imagem mais aproximada.

[caption id="attachment_711" align="aligncenter" width="600" caption="Fujifilm FinePix HS20 (Fonte da imagem: Divulgação/FujiFilm)"][/caption]

Então, não se deixe enganar quando o vendedor disser que a câmera tem um zoom de 100x, pois isso pode ser apenas o zoom digital. O ideal é testar a câmera e verificar qual é a real capacidade de aproximação. Quando é acionado, o zoom (na maioria dos casos) aparece em uma barra dividida no display da câmera. E através dela é possível visualizar a diferença entre o zoom real e o digital.

Já para as câmeras com lentes intercambiáveis (DSLR ou mirrorless, com padrão 4/3), fique atento ao fato de que será necessário comprar mais lentes — e, portanto, investir mais dinheiro — para conseguir a amplitude focal de uma câmera compacta. Normalmente, essas câmeras vêm com uma lente-padrão de 18-55 mm.

Outro detalhe para observar na lente da câmera é a possibilidade de fotografar com modo macro. Essa opção garante que você possa focar objetos menores — usualmente simbolizada por uma flor. Para quem leva a fotografia como um hobby, essa função é essencial.

[caption id="attachment_712" align="aligncenter" width="600" caption="AF-S VR Zoom Nikkor (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Além disso, observe as possibilidades que a câmera lhe oferece — seja ela uma câmera das linhas semi e profissional ou um aparelho mais simples. Muitas delas oferecem a possibilidade de adquirir acessórios que transformam a lente, com funções macro, teleobjetiva, olho de peixe ou grande angular.

É preciso verificar também o preço e a disponibilidade desses acessórios. Assim, você evita surpresas desagradáveis com alto custo do produto ou impossibilidade de compra no Brasil. Tudo isso pode deixar sua câmera ainda mais divertida e interessante.

ISO: capacidade de captar imagens com pouca iluminação

O ISO é mais um fator determinante para a qualidade da imagem. No entanto, ele também pode trabalhar a favor de quem prefere fotografar sem flash. Resumidamente: quanto mais alto o ISO, maior a capacidade do sensor de captar a luz e transformar em imagem — mesmo em ambientes escuros. Ou seja, quanto maior a variação do ISO na câmera, melhor.

[caption id="attachment_713" align="aligncenter" width="600" caption="(Fonte da imagem: Thinkstock)"][/caption]

O ISO também é um dos responsáveis pela criação de ruído na imagem. Quando ele está muito alto, o sensor precisa trabalhar mais para produzir a imagem, o que acaba gerando calor — que é o responsável pela diminuição na qualidade da imagem.

Mesmo assim, esse é outro fator que pode ser observado por você antes da compra, verificando qual o ISO máximo de sua câmera e se ela produz imagens com qualidade aceitável e pouca iluminação.

Flash: a importância da luz artificial

O flash é um dos fatores mais importantes na hora de optar por uma câmera digital. A primeira coisa que você precisa descobrir é a potência da iluminação artificial que o aparelho oferece. Não adianta comprar uma câmera excelente, mas com um flash muito ruim, pois isso só vai gerar irritação quando você obtiver uma série de imagens sem qualidade e com olhos vermelhos.

[caption id="attachment_714" align="aligncenter" width="600" caption="Flash SB 900 AF Speedlight (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Outro detalhe a ser observado é a possibilidade de acoplar um flash à câmera — opção presente em todas as DSRLs e na maioria das câmeras sem espelho, mas com lentes intercambiáveis (mirrorless). Pesquise o preço do acessório, disponibilidade e qualidade das opções que você pode comprar. Dessa forma, é possível ter uma câmera mais completa que pode ser utilizada em qualquer situação.

Consumo de energia

A câmera que você pretende comprar funciona com baterias ou pilhas recarregáveis? Esta é outra pergunta essencial. É preciso pesar as duas possibilidades. Pilhas são itens mais fáceis de encontrar para compra em qualquer lugar no qual você esteja.

Por outro lado, baterias podem durar muito mais, com carga e vida útil maior. Portanto, se puder, o ideal é comprar uma bateria extra. Mas é sempre bom pesquisar e tentar fugir das câmeras que consomem energia demais

 Tamanho

Qual é a finalidade de sua câmera? Se você deseja comprar um aparelho para viajar e levar para todos os cantos, o ideal é buscar por uma câmera digital compacta que tenha qualidade, no estilo da Panasonic LUMIX - DMC-G1KPP-K.

Um aparelho profissional ou semiprofissional DSLR pode fazer maravilhas, é verdade. Mas é preciso pensar que esse é um tipo de equipamento muito maior, mais pesado e que pode chamar bastante atenção para o turista que está fotografando tudo o que vê.

[caption id="attachment_715" align="alignright" width="300" caption="(Fonte da imagem: Thinkstock)"][/caption]

Além disso, você precisa carregar lentes e flash à parte, e não pode usar uma bolsa sem proteção se não quiser prejudicar sua câmera — o mesmo vale para câmeras da linha NEX, da Sony. Por esse motivo, é importante balancear tamanho e qualidade do equipamento, para não acabar com uma câmera grande demais para usar por aí.

Design: possibilidades e fragilidade

O design da câmera é outra característica que deve ser observada. É claro que buscamos por um produto bonito, mas não é só isso o que importa. Um detalhe interessante, que pode ser encontrado até mesmo em câmeras digitais pequenas, é o visor retrátil.

Mais do que possa parecer, ele é muito útil para captar imagens, e é um item indispensável para aqueles que levam a fotografia como um hobby. Se você puder optar por uma câmera com essa característica, certamente vai fazer uso dela.

[caption id="attachment_716" align="aligncenter" width="600" caption="Canon PowerShot G12 (Fonte da imagem: Divulgação/Canon)"][/caption]

Além disso, também é preciso observar a qualidade do material que envolve a câmera. Aparelhos feitos de um material muito frágil não são indicados, pois câmeras digitais são levadas de um lado para o outro e precisam ser resistentes a batidas e quedas.

Obviamente, temos que ter cuidado com nossa câmera em qualquer lugar, não deixando que ela caia ou que entre em contato com líquidos e poeira. Mas essas situações nem sempre podem ser evitadas e, por esse motivo, é melhor optar por um aparelho com boa carcaça.

E não se esqueça: um bom estojo é fundamental! A melhor opção é comprá-lo junto com a câmera digital, garantindo que ele sirva perfeitamente no aparelho e ainda podendo pedir um desconto na loja na hora do pagamento.

Opções para fotografar

Uma câmera com poucas opções de foto pode limitar muito a sua diversão. Na hora de escolher, verifique se o aparelho digital oferece modos de retrato, esporte, paisagem, panorâmico e todas essas opções que podem tornar seu trabalho mais fácil.

[caption id="attachment_717" align="aligncenter" width="420" caption="(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)"][/caption]

Confiar apenas no modo automático da câmera nem sempre é a melhor opção. E você vai perceber que brincar com tempo de exposição e velocidade do obturador pode ser uma atividade de criação muito interessante. Por isso, o modo manual também é sempre muito importante.

[caption id="attachment_718" align="aligncenter" width="420" caption="(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)"][/caption]

Além disso, a possibilidade de configurar o balanço de branco da imagem também é importante, para que suas fotos fiquem o mais fiel possível às cores do momento em que a imagem foi captada.

Cartão de memória

Existem diferentes opções de cartões de memória nas câmeras do mercado. Antes de comprar a sua, veja qual tipo de cartão ela utiliza e verifique a compatibilidade com leitores de cartão e outras câmeras, a disponibilidade e o preço dele nas lojas. Dessa forma, você garante que poderá encontrar facilmente cartões compatíveis, visando nunca ficar sem espaço para suas fotos.

[caption id="attachment_719" align="aligncenter" width="600" caption="(Fonte da imagem: Thinkstock)"][/caption]

Vídeos

Nossa última dica é: vídeos. Mesmo que você prefira fotografar em vez de filmar, é sempre bom garantir que você vai poder fazer bons filmes para os momentos mais engraçados e interessantes. Sendo assim, confira se a câmera pode filmar e qual é a qualidade do arquivo, optando sempre por aquelas que oferecem o modo Full HD. Além disso, faça um teste para verificar a capacidade de captação de som da câmera, pois de nada adianta ter boas imagens sem um bom áudio.

...

Essas foram as nossas dicas para você comprar uma boa câmera digital. E mais: um equipamento que se encaixa no seu perfil e atende às suas necessidades. Quando encontrar a câmera ideal, não se esqueça de uma boa pesquisa de preços. Então, é só sair fotografando!

Info: Tecmundo

O Que você Leva Em Conta Na Hora De Comprar Uma Câmera?

Algumas pessoas "babam" em fotos de contraluz achando que é um bicho de sete cabeças, mas não é. O efeito é até mais simples do que a maioria imagina. Contraluz  é exatamente o que isso quer dizer: a fonte de luz está atrás do objeto fotografado, ou seja, na sua frente, contra você.

Imagens de silhuetas demonstram o quão interessante pode ser quebrar as “regras” da fotografia ocasionalmente. É relativamente fácil fotografar silhuetas em contraluz – muitos fotógrafos novatos fazem isso o tempo todo. Eles apenas não fazem sempre de propósito.

Aproveite a iluminação natural do outono, quando os raios solares costumam incidir de forma mais inclinada e consequentemente proporcionam um melhor ambiente para fotos em contraluz.

Você vai precisar saber controlar a luz e nada mais ficando de olho na *fotometria que, basicamente, é a medição da quantidade de luz que está iluminando o fundo, porém a luz vinda de trás do fotógrafo precisa ser nula ou bem próximo disso, caso contrário, iluminará o objeto/sujeito fotografado. Faça isso mudando (e ajustando) a velocidade do obturador e a abertura em sua câmera.

[caption id="attachment_666" align="aligncenter" width="620" caption="Contraluz ao ar livre (Foto: Reprodução/QHPhotography)."]Contraluz ao ar livre (Foto: Reprodução/QHPhotography).[/caption]

Escolha o objeto ideal

O que você deve registrar como silhueta? Se as condições de luz estiverem boas, você pode transformar praticamente qualquer objeto em silhueta, mas nem todo objeto terá uma boa aparência como uma sombra. Lembre-se que uma silhueta não tem muitos detalhes – são apenas traços preenchidos pela sombra.

Consequentemente, você deve procurar por objetos que possuam formas marcantes e de fácil reconhecimento. Um objeto complexo pode não funcionar, especialmente se você precisar ver detalhes para entender o que significa.

[caption id="" align="alignleft" width="350" caption="Escolha objetos que mesmo escuros são fáceis de identificar"]photographsilhouette_bird.jpg[/caption]

Configure sua câmera


Você pode obter bons resultados com qualquer câmera e qualquer tipo de controle de exposição. Primeiramente, desligue o flash da câmera, pois você não quer nenhum tipo de luz atrapalhando sua composição. Em seguida, ajuste o modo de exposição. Não há necessidade de ficar configurando muitas coisas também; você pode deixar sua câmera no modo automático.

Porém, o ideal seria tirar o melhor proveito da função exposição de sua câmera. Como alguns sabem, virtualmente todas as câmeras digitais ajustam a exposição quando o botão do obturador é pressionado pela metade. Isto permite que você aponte a câmera onde quer que a mesma meça a exposição e então fique “livre” para arrumar a composição da foto.

Mas e se sua câmera não possuir uma função de exposição? Então você pode tentar usar o compensador de exposição. Tire uma foto normalmente, mas ajuste a compensação da exposição da câmera (geralmente abreviada como EV) para -2 ou -3. Isto deixará a foto subexposta, deixando o objeto mais escuro. Será necessário você fazer alguns testes variando o EV até conseguir o resultado esperado.

Mantenha o foco no objeto

Claro, você também quer manter o foco e, para melhores resultados, o ideal é deixar o objeto o mais nítido possível. Se o seu objeto estiver longe o suficiente, não haverá problema, pois quando a exposição for ajustada com o fundo de luz, ela deixará o foco como infinito e você terá boas imagens. Mas se o objeto estiver muito próximo, ele estará em um alcance focal diferente do background, e sua silhueta ficará borrada.

A solução? Verifique no manual da sua câmera se existe alguma forma de selecionar a exposição e o foco separadamente. Se tiver, use esse modo para evitar que o foco busque apenas o background quando você ajustar a exposição.

[caption id="" align="alignleft" width="350" caption="Configure a câmera para obter um bom equilíbrio entre foco e exposição"]photographsilhouette_garoto.jpg[/caption]

Se isso não for possível, mude a configuração de sua câmera para foco manual e defina a focagem do objeto você mesmo. Pode não ser tão conveniente quanto uma focagem automática, mas fará uma grande diferença em sua foto.


Em ação

Agora é hora de colocar tudo isso em prática. A melhor forma de começar a fotografar uma silhueta em contraluz é posicionar-se corretamente, para que o objeto fique entre você e o fundo iluminado, como o céu ou luzes artificiais.

Aponte a câmera diretamente para a parte mais iluminada da cena e pressione pela metade o botão do obturador, para que a mesma ajuste a exposição.

Então, enquanto segura o botão do obturador pela metade, recomponha sua imagem e fotografe. Se tudo correr bem, você terá a sombra de um objeto, já que a exposição foi calculada com base no background mais claro.

Mas se o seu objeto não ficou muito bem demarcado, você pode tentar novamente dessa vez subexpondo ainda mais a imagem, utilizando o controle de exposição compensada de sua câmera.(info: PCWorld)

Podemos usar fontes de luz diferentes para fazer o mesmo efeito, mas sempre lembrando que não podemos iluminar o objeto/sujeito fotografado a partir da posição da câmera.

Passo 1. Em um ambiente externo, como uma praia, coloque o modelo em uma posição em que o sol fique por trás do fotografado;



Passo 2. Faça com que a fotometria encontre maior quantidade de luz, por exemplo, na areia ou no horizonte atrás do modelo;

Passo 3. Enquadre a foto e pronto, é só clicar!

* O que é: Fotometria é o controle da quantidade de luz que passará para o sensor da câmera ao mudar valores de abertura e velocidade.


O Que É Contraluz?



O mercado de câmeras digitais tem dois lados bastante distintos. Enquanto profissionais e amadores avançados procuram as dSLR (digital Single Lens Reflex – Reflex digitais de lente única), com milhares de lentes diferentes, sensores enormes e controles complicados, as pessoas que só querem um meio de registrar seus momentos especiais procuram as compactas: simples de usar, muitas funções, leves e portáteis.

Em um paralelo com o mundo dos computadores, de um lado você tem os super equipamentos – desktops poderosos, com componentes de altíssima performance – ocupando o espaço que, na fotografia, pertence às dSLR. No outro canto estão os netbooks – tecnologia avançada voltada principalmente à portabilidade, mesmo que isso diminua a capacidade total – equivalentes às câmeras compactas.

As câmeras EVIL (Electronic Viewfinder, Interchangeable Lens – visor eletrônico e lentes intercambiáveis) pretendem ocupar – nessa comparação – o espaço de notebooks. Mais poderosos que netbooks e bastante portáteis, porém sem a mesma capacidade dos desktops.

Como chama?

Além do acrônimo EVIL, alguns as chamam de MIL (Mirrorless Interchangeable Lens – lentes intercambiáveis sem espelho), mencionando uma das principais diferenças em relação às dSLR, que usam um espelho em frente ao sensor para direcionar a imagem até o visor.

As câmeras EVIL da Sony, anunciadas na PMA 2010

Quem vai definir o nome da categoria é o mercado – como aconteceu com os netbooks, que já foram chamados de subnotebooks, por exemplo – quando essas câmeras se consolidarem nas lojas e nas mãos do consumidor. Neste artigo, a nomenclatura EVIL será usada para facilitar, e também graças ao apelo inevitável de um acrônimo com esse resultado.

Compacta, mas quase profissional

A fotografia digital entrou no gosto do consumidor muito antes de chegar ao ambiente profissional. A qualidade das imagens – nos seus primórdios – era péssima, e levou vários anos até conseguir se equiparar ao resultado obtido em filme. Desde que isso aconteceu, entretanto, as diferenças entre uma câmera profissional e uma amadora eram claras: sensor grande e troca de lentes.

Como você já viu aqui no Baixaki, mesmo câmeras com 6 ou 8 Megapixels e um sensor grande produzem imagens de mais qualidade que compactas de 10 ou 12 MP.

Sigma DP1

Com isso em mente, em 2007 a Sigma lançou a DP1, primeira câmera compacta utilizando exatamente a mesma tecnologia de uma dSLR (no caso, a Sigma SD14). Processadores, sensor e software eram os mesmos nas duas câmeras, mas a DP1 ainda não podia ser considerada uma câmera EVIL, pois não permitia a troca de lentes.

Um pouco antes, em 2006, diversas empresas se reuniram em consórcio para a criação de um novo sistema de lentes e câmeras – o sistema Four-Thirds ou 4/3 – que ainda utilizava o espelho característico das câmeras Reflex.

EVIL: nem DSLRs e nem COMPACTAS, essa é a nova onda

[caption id="" align="alignnone" width="625" caption="COOLPIX P500"]

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COOLPIX P500



  • 12.1 MP;

  • Monitor TFT LCD de 3’’ com antirreflexo;

  • Memória interna de 100 MB;

  • Slot para cartão SD/SDHC/SDXC;

  • Sensor CMOS para captura com pouca ou muita luz;

  • Lente NIKKOR com zoom ótico de 36x (zoom digital de até 4x), abertura de 3.4 a 5.7;

  • ISO 160, 200, 400, 800, 1600, 3200;

  • Tecnologia anti-blur que reduz a ocorrência de borrões em sete maneiras diferentes;

  • Seletor BSS escolhe automaticamente a imagem mais brilhante entre 10 fotos sequenciais;

  • Gravação Full HD 1080p com som estéreo;

  • Grava em slow ou fast motion em até 240 fps em VGA;

  • Conector HDMI;

  • Bateria com duração de até 220 disparos;

  • Dimensões: 11,5 x 10,2 x 8,3 centímetros;

  • Disponível nas cores preta e vermelha.


A COOLPIX P300 chega ao mercado internacional a partir do dia 17 de março de 2011 com preço em torno dos US$ 480. Já a P500 passa a ser vendida internacionalmente a partir do dia 3 de março de 2011 com o preço na casa dos US$ 640.

[caption id="" align="alignnone" width="625" caption="COOLPIX P300"][/caption]

A Nikon está aumentando a família COOLPIX com dois novos modelos: P300 e P500. A primeira é uma novidade na série P, “destinada àqueles apaixonados por fotografia e que desejam tirar proveito da capacidade total de um modelo compacto”, de acordo com a fabricante. Já a P500 substitui o modelo P100, com maior capacidade de zoom, entre outras novidades.

Os dois modelos contam com um novo sensor CMOS para capturar imagens fielmente, mesmo em situações de pouca ou muita luz.

Confira as especificações de cada modelo:

COOLPIX P300



  • 12.2 MP;

  • Monitor LCD de 3’’ com tecnologia Clear Color Display;

  • Memória interna de 90 MB;

  • Slot para cartão SD/SDHC/SDXC;

  • Sensor CMOS para captura com pouca ou muita luz;

  • Lente NIKKOR com zoom ótico de 4.2x (zoom digital de até 2x), abertura de 1.8 a 4.9;

  • ISO 160, 200, 400, 800, 1600, 3200;

  • Quatro modos de exposição: automático, manual, prioridade de obturador, prioridade de abertura;

  • Disparo contínuo de alta velocidade, capaz de tirar sete fotografias a oito quadros por segundo;

  • Gravação Full HD 1080p com som estéreo;

  • Grava em slow ou fast motion em até 120 fps em VGA;

  • Bateria com duração de até 240 disparos;

  • Dimensões: 10,3 x 5,8 x 3,2 centímetros;

  • Disponível na cor preta.


Por Danilo Amoroso
fonte: baixaki.com

 

 

Nikon aumenta linha COOLPIX

 




[caption id="attachment_44" align="aligncenter" width="515" caption="TECH PHOTUS"][/caption]

Você já parou para pensar que uma câmera fotográfica nada mais é do que uma réplica do olho humano? Entender isso é bastante simples quando pensamos no funcionamento destes dois sistemas, que é basicamente o mesmo. Enquanto no olho, a retina é capaz de “traduzir” a luz em imagens, nas câmeras fotográficas quem faz isso é o sensor.

Este sensor é muito sensível e precisa estar sempre protegido de sujeiras e de luz muito intensa. É como um filme, nas antigas máquinas analógicas, que não podia ser exposto à claridade. O que protege este dispositivo dentro da câmera (e já protegia o filme antigamente) é o obturador. Ele funciona como uma “cortina” que cobre o sensor e se abre rapidamente quando uma fotografia é tirada.

O obturador se abre como uma persiana, permitindo que a luz chegue até o sensor

Fonte da imagem: Divulgação

Dependendo de cada modelo de câmera, ele pode se encontrar em diferentes posições, mas a sua função é sempre a mesma: abrir-se para a passagem de luz. Ele pode ter também vários formatos. Os mais comuns são os circulares, que se abrem de maneira semelhante ao diafragma (são encontrados em câmeras antigas), e os obturadores mais modernos, com placas sobrepostas que se abrem verticalmente, como uma persiana.

Velocidade de disparo

A velocidade de disparo é o tempo que o obturador fica aberto, antes de voltar para a posição inicial. Como veremos a seguir, essa velocidade está diretamente ligada com a ideia de “movimento” da foto, e com a quantidade de luz que o sensor será capaz de captar. Ela pode ser controlada na maior parte das câmeras, principalmente nas que possuem funcionamento mais avançado.

O ajuste de velocidade permite dar à imagem uma sensação de movimento


Fonte da imagem: Amanda Slater

A velocidade de disparo, ou “shutter”, é medida em segundos, ou frações de segundos, expressos desta forma: 5” para velocidade acima de um segundo, que neste caso são 5 segundos, pois o numero representa o tempo; e 1/200 para velocidades abaixo de um segundo, neste caso a velocidade é um segundo dividido por 200. Quanto mais rápido, menos luz é captada, porém as chances da imagem ficar tremida são bem menores.

Como medir e escolher uma velocidade de disparo correta

Apesar da ideia de que 1/200, por exemplo, é uma velocidade muito alta e que a quantidade de luz que conseguiria entrar nesse caso seria muito pouca, isso não é verdade. Por exemplo, em um dia de sol, a céu aberto, a velocidade ideal pode variar de 1/1500 até 1/3000 ou mais. Já em um dia nublado, a velocidade usada precisa ser menor, entre 1/400, aproximadamente.

Em um dia de sol, aumente a velocidade do disparo para não deixar a foto clara demais

Fonte da imagem: Ana Nemes

Mas como saber qual a velocidade correta? Esse valor pode variar e está diretamente associado à abertura do obturador e ao ISO (quanto maior a abertura ou o ISO, menor o tempo de exposição), mas existem algumas formas de descobrir os ajustes ideais para cada situação.

Fotômetro

A maior parte das câmeras que têm ajustes manuais de exposição possui uma “escala”, que pode ser vista no visor e funciona através de um equipamento interno da máquina - o fotômetro - que “percebe” as condições de luz do ambiente e indica se os ajustes que você fez deixarão a foto muito clara ou escura, ou se estão corretos.

Essa escala ajuda você a saber se os ajustes estão corretos

Quando o ponteiro estiver mais para o lado negativo, quer dizer que existe pouca luz e a foto pode ficar escura. Já o contrário, o ponteiro marcando um valor positivo muito alto, indica que existe muita luz, e a foto pode "estourar". O ideal é ajustar a velocidade de tal forma que o ponteiro fique no meio, ou na região central.

Cuidado para não tremer!

Se o ambiente estiver muito escuro, será preciso abaixar a velocidade de disparo, aumentando assim o tempo de exposição. Porém, se você não tiver um apoio para a câmera, é provável que a imagem fique tremida.

Se a intensão não for deixar a imagem tremida, use um tripé para apoio


Fonte da imagem: Rick Hill

Isso acontece, pois involuntariamente nós fazemos pequenos movimentos ao segurar a câmera, e para velocidades abaixo de 1/30, aproximadamente, esses movimentos se tornam perceptíveis nas fotos.

Nesses casos, use um tripé ou ajuste um valor mais alto para o ISO, de modo que seja necessário menos tempo de exposição. Só tome cuidado para não prejudicar demais a qualidade da imagem com o ajuste do ISO.

Modo de prioridade de velocidade e sensação de movimento

Conforme foi explicado no artigo sobre os modos de disparo, existe uma ajuda para quem quer começar a aprender fotografia e não sabe como ajustar a velocidade e a abertura de uma só vez. São os modos de prioridade, nos quais você ajusta um parâmetro e a máquina ajusta o outro.

Use o modo de prioridade de velocidade (“S” ou “Tv”) quando você quiser destacar um objeto que esteja se movendo. Isso pode ser feito ajustando uma velocidade maior, o que faz com que o objeto fique nítido e pareça imóvel, ou ajustando uma velocidade pequena para que a imagem fique borrada em algumas partes, dando uma ideia de movimento.

Ajustando a velocidade é possível deixar a imagem nítida ou com uma sensação de movimento

Fonte das imagens: Sam J. Jordan (acima) e Steph Weiss (abaixo)

Isso acontece, pois, ao colocar uma velocidade de disparo menor do que a velocidade que a o objeto está se movendo, a câmera registra todos os momentos do objeto até o obturador se fechar. Isso dá a impressão de um “rastro” deixado, fazendo com que seja possível perceber o movimento.

Diafragma

Muitas pessoas confundem o obturador com o diafragma, porém eles são partes diferentes da câmera e têm funções diferentes também. Enquanto o obturador é o responsável por proteger o sensor e se abrir apenas brevemente para deixar a luz passar, o diafragma controla a quantidade de luz que chega ao obturador, deixando a passagem maior ou menor, dependendo de sua abertura.

Esta pequena parte da máquina fotográfica é considerada a íris das câmeras e se encontra dentro da lente. Ele tem, entre outros, um dos papeis mais fundamentais para a fotografia: controlar a profundidade de campo.

Abertura do diafragma

O diafragma pode se abrir e fechar, permitindo uma passagem maior ou menor de luz para o obturador e para o sensor. Quanto maior é a abertura, mais luz é captada e a velocidade de disparo pode ser maior, diminuindo o tempo necessário de exposição.

A abertura do diafragma é medida em números f, que são escritos desta forma: f/2.1, f/5.6, f/22, etc... Sendo que, quanto maior a abertura, menor é o número. É importante entender este conceito, pois, desta forma, quando falamos em uma grande abertura do diafragma, é possível saber que o número f em questão é bem pequeno. É comum referir-se à abertura do diafragma apenas como “abertura”.

Diferentes tamanhos de abertura do diafragma

Fonte da imagem: Mohylek

Por exemplo, o diafragma configurado em f/22 está quase fechado, enquanto f/1.2 representa que ele está quase totalmente aberto. Pode ser fácil confundir essa relação no começo, mas não se preocupe, com o tempo você vai se acostumar a ler esses números e saber exatamente quão aberta está a “íris” da sua câmera.

Nem todas as câmeras conseguem ajustar a abertura para todos os valores, pois isso depende do tipo de lente que está sendo usado. Ao comprar uma câmera ou lente nova, tente encontrar informações sobre os valores de abertura, o máximo e o mínimo. Isso classifica as lentes em “claras” e “escuras”, sendo que, geralmente, quanto mais clara for a lente, maior é o seu valor.

Abertura x Profundidade de campo

A abertura do diafragma interfere diretamente na profundidade de campo, e quanto mais aberta está a lente, menor é essa profundidade e vice-versa. Mas, o que realmente é a profundidade de campo?

Quando você vê uma fotografia, ela pode estar completamente focada, ou com algumas partes focadas e outras não. Esse é um efeito visual da profundidade de campo, quanto maior ela é, mais áreas da imagem ficam nítidas, e quanto menor ela é, menor é o ponto de foco.

diafragma e obturador, os olhos da câmera

Se você é um pouco mais curioso, já deve ter notado uma opção nas configurações da sua máquina, chamada ISO. Os antigos filmes fotográficos também vinham com essa informação marcada na caixa, chamado também de ASA. Mas, para que exatamente serve o ISO, e como é possível tirar melhores fotografias usando adequadamente este recurso?

Responder a primeira pergunta pode, à primeira vista, parecer bem simples. ISO é a sensibilidade do filme (ou no caso da fotografia digital, do sensor) à luz. Quanto menor o número, menor é essa sensibilidade. Consequentemente, é preciso muito mais luz para a fotografia ficar clara. Se o ISO é aumentado, a sensibilidade do filme, ou sensor, aumenta também e com menos luz é possível captar a cena desejada.

Porém, existem consequências. Um ISO baixo capta pouca luz, porém quase não apresenta ruído (aqueles pontinhos granulados, geralmente nas áreas mais escuras da foto) e os contornos ficam mais nítidos. Já um ISO maior, apesar de permitir fotografar com pouca luz, gera um ruído perceptível e prejudica a nitidez dos detalhes, o que pode arruinar uma boa fotografia. Veja a comparação:

Perceba as diferenças nos detalhes, com o ISO 100 e o ISO 1600

Use o ISO ao seu favor

Agora que você já sabe o que é, é preciso aprender a controlar essa ferramenta, para garantir as melhores fotografias. Antes de tudo, é preciso lembrar que, se você usar um ISO baixo em um ambiente com pouca luz e quiser uma imagem clara, o obturador da câmera precisa ficar mais tempo aberto, e as chances da imagem ficar tremida são bem maiores.

Uma maneira de descobrir o melhor número ISO para cada situação é respondendo a algumas perguntas simples, sobre quatro fatores essenciais: iluminação, propósito, apoio e movimento.

PARA QUE SERVE O ISO?

[caption id="attachment_56" align="aligncenter" width="468" caption="tech photus"][/caption]

Você conhece todos os modos de disparo da sua câmera? Saiba para que eles servem e quando você deve usar cada um deles para obter os melhores resultados


Conheça os principais tipos de disparo das câmeras fotográficas


Você comprou uma câmera nova, mas não sabe exatamente como aproveitar melhor os recursos que ela traz? Neste artigo falaremos sobre os modos de disparo existentes na maior parte das máquinas fotográficas, qual é a função de cada um deles e quando é melhor utilizar um ou outro. Sabendo isso, vai ser muito mais fácil para você conseguir melhores resultados, não importando se a sua câmera é compacta ou profissional.

Conceitos básicos


A melhor forma de entender o mecanismo básico de uma câmera é pensar no olho humano como comparação. Seja ela digital ou analógica, alguns conceitos fundamentais podem ser entendidos melhor desta forma.

Por exemplo, se você pensar na íris do seu olho é mais fácil para entender o que é o obturador da câmera. Ele é o responsável por

Fotografia: tipos de disparo