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No anúncio de venda de uma câmera digital, o primeiro aspecto que aparece — sempre com muito destaque — é o número de megapixels do aparelho. No entanto, esse não deve ser um fator decisivo para a sua compra.

Apresentaremos neste post com a ajuda do Tecmundo, uma seleção de dicas que podem ajudar você a escolher o melhor tipo de câmera para seu perfil, de acordo com utilização, preço, praticidade e qualidade de imagem. Confira tudo que você precisa saber antes de adquirir uma câmera digital.
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Megapixel x Sensor

Como já explicamos em artigos aqui do Tecmundo, um alto número de megapixels não significa uma imagem com qualidade — veja em: Mais megapixels significa maior qualidade de imagem? e Mitos e verdades sobre megapixels.

Sendo assim, é o tamanho do sensor que realmente vai ajudar você a definir qual câmera comprar. Em aparelhos menores e mais compactos, o sensor não tem alta capacidade de captar a luz e transformar em imagem.

[caption id="attachment_709" align="aligncenter" width="600" caption="Nikon 1 J1 (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Dessa forma, ele acaba sendo responsável pela criação de ruídos na foto quando tenta trabalhar com muitos megapixels. Então, nossa primeira dica é: veja amostras de imagem antes de comprar sua câmera.

Pesquise na internet ou vá até a loja, tire fotos e veja o resultado no computador. Isso vale para todo o tipo de câmera, seja do mais simples, em smartphones, até aquele mais sofisticado, com lentes intercambiáveis.

Só assim será possível visualizar a real qualidade de imagem, descartando de vez o mito de que, quanto mais megapixels, melhor é a câmera fotográfica digital. Nesse quesito, câmeras maiores saem em vantagem. Mas também é possível encontrar boas câmeras compactas com excelente qualidade de imagem.

Lentes: zoom, macro e possibilidades

Outro fator muito importante para a maioria das pessoas que buscam por uma câmera fotográfica é o zoom. Nas digitais, existem dois tipos de aproximação: a real e a digital. Isso significa que existe um zoom falso, que nada mais é que a aproximação da própria imagem.

Nós explicamos: o zoom real tem um limite. A partir daí, a câmera utiliza o zoom digital, que é a aproximação da imagem sobre o limite do zoom real. Ou seja, é a mesma coisa que você colocar o arquivo em seu computador, utilizar o zoom e recortar a foto para obter uma imagem mais aproximada.

[caption id="attachment_711" align="aligncenter" width="600" caption="Fujifilm FinePix HS20 (Fonte da imagem: Divulgação/FujiFilm)"][/caption]

Então, não se deixe enganar quando o vendedor disser que a câmera tem um zoom de 100x, pois isso pode ser apenas o zoom digital. O ideal é testar a câmera e verificar qual é a real capacidade de aproximação. Quando é acionado, o zoom (na maioria dos casos) aparece em uma barra dividida no display da câmera. E através dela é possível visualizar a diferença entre o zoom real e o digital.

Já para as câmeras com lentes intercambiáveis (DSLR ou mirrorless, com padrão 4/3), fique atento ao fato de que será necessário comprar mais lentes — e, portanto, investir mais dinheiro — para conseguir a amplitude focal de uma câmera compacta. Normalmente, essas câmeras vêm com uma lente-padrão de 18-55 mm.

Outro detalhe para observar na lente da câmera é a possibilidade de fotografar com modo macro. Essa opção garante que você possa focar objetos menores — usualmente simbolizada por uma flor. Para quem leva a fotografia como um hobby, essa função é essencial.

[caption id="attachment_712" align="aligncenter" width="600" caption="AF-S VR Zoom Nikkor (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Além disso, observe as possibilidades que a câmera lhe oferece — seja ela uma câmera das linhas semi e profissional ou um aparelho mais simples. Muitas delas oferecem a possibilidade de adquirir acessórios que transformam a lente, com funções macro, teleobjetiva, olho de peixe ou grande angular.

É preciso verificar também o preço e a disponibilidade desses acessórios. Assim, você evita surpresas desagradáveis com alto custo do produto ou impossibilidade de compra no Brasil. Tudo isso pode deixar sua câmera ainda mais divertida e interessante.

ISO: capacidade de captar imagens com pouca iluminação

O ISO é mais um fator determinante para a qualidade da imagem. No entanto, ele também pode trabalhar a favor de quem prefere fotografar sem flash. Resumidamente: quanto mais alto o ISO, maior a capacidade do sensor de captar a luz e transformar em imagem — mesmo em ambientes escuros. Ou seja, quanto maior a variação do ISO na câmera, melhor.

[caption id="attachment_713" align="aligncenter" width="600" caption="(Fonte da imagem: Thinkstock)"][/caption]

O ISO também é um dos responsáveis pela criação de ruído na imagem. Quando ele está muito alto, o sensor precisa trabalhar mais para produzir a imagem, o que acaba gerando calor — que é o responsável pela diminuição na qualidade da imagem.

Mesmo assim, esse é outro fator que pode ser observado por você antes da compra, verificando qual o ISO máximo de sua câmera e se ela produz imagens com qualidade aceitável e pouca iluminação.

Flash: a importância da luz artificial

O flash é um dos fatores mais importantes na hora de optar por uma câmera digital. A primeira coisa que você precisa descobrir é a potência da iluminação artificial que o aparelho oferece. Não adianta comprar uma câmera excelente, mas com um flash muito ruim, pois isso só vai gerar irritação quando você obtiver uma série de imagens sem qualidade e com olhos vermelhos.

[caption id="attachment_714" align="aligncenter" width="600" caption="Flash SB 900 AF Speedlight (Fonte da imagem: Divukgação/Nikon)"][/caption]

Outro detalhe a ser observado é a possibilidade de acoplar um flash à câmera — opção presente em todas as DSRLs e na maioria das câmeras sem espelho, mas com lentes intercambiáveis (mirrorless). Pesquise o preço do acessório, disponibilidade e qualidade das opções que você pode comprar. Dessa forma, é possível ter uma câmera mais completa que pode ser utilizada em qualquer situação.

Consumo de energia

A câmera que você pretende comprar funciona com baterias ou pilhas recarregáveis? Esta é outra pergunta essencial. É preciso pesar as duas possibilidades. Pilhas são itens mais fáceis de encontrar para compra em qualquer lugar no qual você esteja.

Por outro lado, baterias podem durar muito mais, com carga e vida útil maior. Portanto, se puder, o ideal é comprar uma bateria extra. Mas é sempre bom pesquisar e tentar fugir das câmeras que consomem energia demais

 Tamanho

Qual é a finalidade de sua câmera? Se você deseja comprar um aparelho para viajar e levar para todos os cantos, o ideal é buscar por uma câmera digital compacta que tenha qualidade, no estilo da Panasonic LUMIX - DMC-G1KPP-K.

Um aparelho profissional ou semiprofissional DSLR pode fazer maravilhas, é verdade. Mas é preciso pensar que esse é um tipo de equipamento muito maior, mais pesado e que pode chamar bastante atenção para o turista que está fotografando tudo o que vê.

[caption id="attachment_715" align="alignright" width="300" caption="(Fonte da imagem: Thinkstock)"][/caption]

Além disso, você precisa carregar lentes e flash à parte, e não pode usar uma bolsa sem proteção se não quiser prejudicar sua câmera — o mesmo vale para câmeras da linha NEX, da Sony. Por esse motivo, é importante balancear tamanho e qualidade do equipamento, para não acabar com uma câmera grande demais para usar por aí.

Design: possibilidades e fragilidade

O design da câmera é outra característica que deve ser observada. É claro que buscamos por um produto bonito, mas não é só isso o que importa. Um detalhe interessante, que pode ser encontrado até mesmo em câmeras digitais pequenas, é o visor retrátil.

Mais do que possa parecer, ele é muito útil para captar imagens, e é um item indispensável para aqueles que levam a fotografia como um hobby. Se você puder optar por uma câmera com essa característica, certamente vai fazer uso dela.

[caption id="attachment_716" align="aligncenter" width="600" caption="Canon PowerShot G12 (Fonte da imagem: Divulgação/Canon)"][/caption]

Além disso, também é preciso observar a qualidade do material que envolve a câmera. Aparelhos feitos de um material muito frágil não são indicados, pois câmeras digitais são levadas de um lado para o outro e precisam ser resistentes a batidas e quedas.

Obviamente, temos que ter cuidado com nossa câmera em qualquer lugar, não deixando que ela caia ou que entre em contato com líquidos e poeira. Mas essas situações nem sempre podem ser evitadas e, por esse motivo, é melhor optar por um aparelho com boa carcaça.

E não se esqueça: um bom estojo é fundamental! A melhor opção é comprá-lo junto com a câmera digital, garantindo que ele sirva perfeitamente no aparelho e ainda podendo pedir um desconto na loja na hora do pagamento.

Opções para fotografar

Uma câmera com poucas opções de foto pode limitar muito a sua diversão. Na hora de escolher, verifique se o aparelho digital oferece modos de retrato, esporte, paisagem, panorâmico e todas essas opções que podem tornar seu trabalho mais fácil.

[caption id="attachment_717" align="aligncenter" width="420" caption="(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)"][/caption]

Confiar apenas no modo automático da câmera nem sempre é a melhor opção. E você vai perceber que brincar com tempo de exposição e velocidade do obturador pode ser uma atividade de criação muito interessante. Por isso, o modo manual também é sempre muito importante.

[caption id="attachment_718" align="aligncenter" width="420" caption="(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)"][/caption]

Além disso, a possibilidade de configurar o balanço de branco da imagem também é importante, para que suas fotos fiquem o mais fiel possível às cores do momento em que a imagem foi captada.

Cartão de memória

Existem diferentes opções de cartões de memória nas câmeras do mercado. Antes de comprar a sua, veja qual tipo de cartão ela utiliza e verifique a compatibilidade com leitores de cartão e outras câmeras, a disponibilidade e o preço dele nas lojas. Dessa forma, você garante que poderá encontrar facilmente cartões compatíveis, visando nunca ficar sem espaço para suas fotos.

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Vídeos

Nossa última dica é: vídeos. Mesmo que você prefira fotografar em vez de filmar, é sempre bom garantir que você vai poder fazer bons filmes para os momentos mais engraçados e interessantes. Sendo assim, confira se a câmera pode filmar e qual é a qualidade do arquivo, optando sempre por aquelas que oferecem o modo Full HD. Além disso, faça um teste para verificar a capacidade de captação de som da câmera, pois de nada adianta ter boas imagens sem um bom áudio.

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Essas foram as nossas dicas para você comprar uma boa câmera digital. E mais: um equipamento que se encaixa no seu perfil e atende às suas necessidades. Quando encontrar a câmera ideal, não se esqueça de uma boa pesquisa de preços. Então, é só sair fotografando!

Info: Tecmundo

O Que você Leva Em Conta Na Hora De Comprar Uma Câmera?



Muitas das pessoas que leem os artigos fotográficos semanais do Tecmundo ainda não possuem uma câmera SLR ou dSLR (SLR é a denominação geral das câmeras Reflex, e dSLR são as câmeras Reflex digitais) para testar na prática o que é dito. Desta forma, para que todos os conceitos sejam aprendidos, esta semana nós vamos testar uma ferramenta diferente, a CameraSim.

Este serviço é um simulador bastante realista de uma câmera SLR, com os controles manuais e o fotômetro, para que você possa treinar os seus conhecimentos. E mesmo que você possua uma SLR, vale a pena reaprender alguns conceitos que já foram passados com essa divertida ferramenta online.

Entenda o que é cada controle


Antes de começar a se divertir com a CameraSim, veja o que quer dizer cada um dos controles e o que você pode fazer com eles para conseguir diferentes resultados. Infelizmente o simulador possui apenas uma cena, mas vale a pena testar mesmo assim.



A parte preta mostra as informações do visor e o fotômetro (Fonte da imagem: Baixaki)

A parte de cima, em preto, é apenas o visor. Isso você vai encontrar também nas câmeras SLR e dSLR, basta olhar no visor analógico. Ele marca os valores de velocidade, abertura e ISO, para que você possa fazer os ajustes sem tirar os olhos do visor.

TEINE SUAS HABILIDADES COM UM SIMULADOR ON LINE DE FOTOGRAFIA

[caption id="attachment_44" align="aligncenter" width="620" caption="TECH PHOTUS"][/caption]

Empresa chinesa de acessórios apresentou conjunto de lentes para estereofotografia sem complicar a vida do fotógrafo.

A captura de imagens tridimensionais em fotografia – na maioria dos casos – requer cuidado, planejamento e paciência por parte do fotógrafo ou cinegrafista que busque tal resultado. Cuidados com iluminação, ângulo de captura e posicionamento da câmera são cruciais para a obtenção da profundidade através de imagens estereográficas – aquelas formadas a partir da combinação do ângulo de visão do olho esquerdo com o do olho direito.

Agora a Loreo – empresa baseada em Hong Kong – oferece uma solução mais simples para quem pretende dar os primeiros passos no mundo das imagens 3D. Combinando duas lentes em espaçamento preciso para a obtenção de imagens complementares para estereoscopia, a Loreo 3D Lens in a Cap (livremente traduzido como “lente 3D em uma tampa”) promete resolver alguns dos problemas da captação de fotos tridimensionais.

A Loreo 3D Lens in a Cap em uma câmera SLR CanonO funcionamento da 3D Lens in a Cap é bastante simples: cada uma das lentes componentes forma uma imagem que ocupa metade do sensor da câmera em que o equipamento está instalado. Com isso, as informações de lateralidade necessárias para o efeito de profundidade ficam guardadas lado a lado, comprometendo minimamente a qualidade final da imagem, pelas menores dimensões dos quadros de captação.

A fotografia capturada pela 3D Lens in a Cap já é suficiente – sem qualquer tratamento ou manipulação digital – para a observação em três dimensões. Para isso, entretanto, é necessário um visor semelhante aos óculos utilizados em salas de cinema equipadas com a tecnologia 3D.

A própria Loreo tem disponíveis em seu catálogo alguns modelos de visualizadores estereoscópicos, em especial um adaptado para a visualização de imagens tridimensionais com dimensões entre 10 e 13 polegadas em monitores de 15 a 17”, o Pixi Viewer.

Visor de imagens 3D adaptado para utilização em monitores de até 17

Uma vez que as câmeras dSLR mais recentes apresentam capacidade de filmagem em HD, já existe no YouTube, por exemplo, uma enorme quantidade de filmes testando a Loreo 3D Lens in a Cap para a captura de movimento em três dimensões. Para a visualização desses vídeos, dependendo do tratamento e edição do material, podem ser necessários óculos diferentes  daqueles vendidos pela empresa chinesa, entretanto.



Ainda que fotografar – ou filmar – com um equipamento desse tipo, relativamente improvisado, não seja a melhor solução para aplicações profissionais, uma 3D Lens in a Cap pode oferecer opções até então indisponíveis para os amantes da fotografia.

Ficou interessado? No site da fabricante você pode encomendar a sua 3D Lens in a Cap pela bagatela de 150 dólares (frete e outras taxas podem aumentar um pouco este valor), e especificar a câmera em que você pretende utilizar o acessório.

Imagens de amostra da captura com a Loreo 3D Lens in a Cap

Além das câmeras mais conhecidas – Canon e Nikon principalmente –, é possível conseguir uma lente estereoscópica para equipamentos APS-C de marcas como Pentax, Sony, Minolta e câmeras de formato micro-4/3.

Por Luciano De Sampaio Soares


FONTE; Baixaki.com

 

3D para câmeras dSLR comuns

 




[caption id="attachment_44" align="aligncenter" width="515" caption="TECH PHOTUS"][/caption]

Você já parou para pensar que uma câmera fotográfica nada mais é do que uma réplica do olho humano? Entender isso é bastante simples quando pensamos no funcionamento destes dois sistemas, que é basicamente o mesmo. Enquanto no olho, a retina é capaz de “traduzir” a luz em imagens, nas câmeras fotográficas quem faz isso é o sensor.

Este sensor é muito sensível e precisa estar sempre protegido de sujeiras e de luz muito intensa. É como um filme, nas antigas máquinas analógicas, que não podia ser exposto à claridade. O que protege este dispositivo dentro da câmera (e já protegia o filme antigamente) é o obturador. Ele funciona como uma “cortina” que cobre o sensor e se abre rapidamente quando uma fotografia é tirada.

O obturador se abre como uma persiana, permitindo que a luz chegue até o sensor

Fonte da imagem: Divulgação

Dependendo de cada modelo de câmera, ele pode se encontrar em diferentes posições, mas a sua função é sempre a mesma: abrir-se para a passagem de luz. Ele pode ter também vários formatos. Os mais comuns são os circulares, que se abrem de maneira semelhante ao diafragma (são encontrados em câmeras antigas), e os obturadores mais modernos, com placas sobrepostas que se abrem verticalmente, como uma persiana.

Velocidade de disparo

A velocidade de disparo é o tempo que o obturador fica aberto, antes de voltar para a posição inicial. Como veremos a seguir, essa velocidade está diretamente ligada com a ideia de “movimento” da foto, e com a quantidade de luz que o sensor será capaz de captar. Ela pode ser controlada na maior parte das câmeras, principalmente nas que possuem funcionamento mais avançado.

O ajuste de velocidade permite dar à imagem uma sensação de movimento


Fonte da imagem: Amanda Slater

A velocidade de disparo, ou “shutter”, é medida em segundos, ou frações de segundos, expressos desta forma: 5” para velocidade acima de um segundo, que neste caso são 5 segundos, pois o numero representa o tempo; e 1/200 para velocidades abaixo de um segundo, neste caso a velocidade é um segundo dividido por 200. Quanto mais rápido, menos luz é captada, porém as chances da imagem ficar tremida são bem menores.

Como medir e escolher uma velocidade de disparo correta

Apesar da ideia de que 1/200, por exemplo, é uma velocidade muito alta e que a quantidade de luz que conseguiria entrar nesse caso seria muito pouca, isso não é verdade. Por exemplo, em um dia de sol, a céu aberto, a velocidade ideal pode variar de 1/1500 até 1/3000 ou mais. Já em um dia nublado, a velocidade usada precisa ser menor, entre 1/400, aproximadamente.

Em um dia de sol, aumente a velocidade do disparo para não deixar a foto clara demais

Fonte da imagem: Ana Nemes

Mas como saber qual a velocidade correta? Esse valor pode variar e está diretamente associado à abertura do obturador e ao ISO (quanto maior a abertura ou o ISO, menor o tempo de exposição), mas existem algumas formas de descobrir os ajustes ideais para cada situação.

Fotômetro

A maior parte das câmeras que têm ajustes manuais de exposição possui uma “escala”, que pode ser vista no visor e funciona através de um equipamento interno da máquina - o fotômetro - que “percebe” as condições de luz do ambiente e indica se os ajustes que você fez deixarão a foto muito clara ou escura, ou se estão corretos.

Essa escala ajuda você a saber se os ajustes estão corretos

Quando o ponteiro estiver mais para o lado negativo, quer dizer que existe pouca luz e a foto pode ficar escura. Já o contrário, o ponteiro marcando um valor positivo muito alto, indica que existe muita luz, e a foto pode "estourar". O ideal é ajustar a velocidade de tal forma que o ponteiro fique no meio, ou na região central.

Cuidado para não tremer!

Se o ambiente estiver muito escuro, será preciso abaixar a velocidade de disparo, aumentando assim o tempo de exposição. Porém, se você não tiver um apoio para a câmera, é provável que a imagem fique tremida.

Se a intensão não for deixar a imagem tremida, use um tripé para apoio


Fonte da imagem: Rick Hill

Isso acontece, pois involuntariamente nós fazemos pequenos movimentos ao segurar a câmera, e para velocidades abaixo de 1/30, aproximadamente, esses movimentos se tornam perceptíveis nas fotos.

Nesses casos, use um tripé ou ajuste um valor mais alto para o ISO, de modo que seja necessário menos tempo de exposição. Só tome cuidado para não prejudicar demais a qualidade da imagem com o ajuste do ISO.

Modo de prioridade de velocidade e sensação de movimento

Conforme foi explicado no artigo sobre os modos de disparo, existe uma ajuda para quem quer começar a aprender fotografia e não sabe como ajustar a velocidade e a abertura de uma só vez. São os modos de prioridade, nos quais você ajusta um parâmetro e a máquina ajusta o outro.

Use o modo de prioridade de velocidade (“S” ou “Tv”) quando você quiser destacar um objeto que esteja se movendo. Isso pode ser feito ajustando uma velocidade maior, o que faz com que o objeto fique nítido e pareça imóvel, ou ajustando uma velocidade pequena para que a imagem fique borrada em algumas partes, dando uma ideia de movimento.

Ajustando a velocidade é possível deixar a imagem nítida ou com uma sensação de movimento

Fonte das imagens: Sam J. Jordan (acima) e Steph Weiss (abaixo)

Isso acontece, pois, ao colocar uma velocidade de disparo menor do que a velocidade que a o objeto está se movendo, a câmera registra todos os momentos do objeto até o obturador se fechar. Isso dá a impressão de um “rastro” deixado, fazendo com que seja possível perceber o movimento.

Diafragma

Muitas pessoas confundem o obturador com o diafragma, porém eles são partes diferentes da câmera e têm funções diferentes também. Enquanto o obturador é o responsável por proteger o sensor e se abrir apenas brevemente para deixar a luz passar, o diafragma controla a quantidade de luz que chega ao obturador, deixando a passagem maior ou menor, dependendo de sua abertura.

Esta pequena parte da máquina fotográfica é considerada a íris das câmeras e se encontra dentro da lente. Ele tem, entre outros, um dos papeis mais fundamentais para a fotografia: controlar a profundidade de campo.

Abertura do diafragma

O diafragma pode se abrir e fechar, permitindo uma passagem maior ou menor de luz para o obturador e para o sensor. Quanto maior é a abertura, mais luz é captada e a velocidade de disparo pode ser maior, diminuindo o tempo necessário de exposição.

A abertura do diafragma é medida em números f, que são escritos desta forma: f/2.1, f/5.6, f/22, etc... Sendo que, quanto maior a abertura, menor é o número. É importante entender este conceito, pois, desta forma, quando falamos em uma grande abertura do diafragma, é possível saber que o número f em questão é bem pequeno. É comum referir-se à abertura do diafragma apenas como “abertura”.

Diferentes tamanhos de abertura do diafragma

Fonte da imagem: Mohylek

Por exemplo, o diafragma configurado em f/22 está quase fechado, enquanto f/1.2 representa que ele está quase totalmente aberto. Pode ser fácil confundir essa relação no começo, mas não se preocupe, com o tempo você vai se acostumar a ler esses números e saber exatamente quão aberta está a “íris” da sua câmera.

Nem todas as câmeras conseguem ajustar a abertura para todos os valores, pois isso depende do tipo de lente que está sendo usado. Ao comprar uma câmera ou lente nova, tente encontrar informações sobre os valores de abertura, o máximo e o mínimo. Isso classifica as lentes em “claras” e “escuras”, sendo que, geralmente, quanto mais clara for a lente, maior é o seu valor.

Abertura x Profundidade de campo

A abertura do diafragma interfere diretamente na profundidade de campo, e quanto mais aberta está a lente, menor é essa profundidade e vice-versa. Mas, o que realmente é a profundidade de campo?

Quando você vê uma fotografia, ela pode estar completamente focada, ou com algumas partes focadas e outras não. Esse é um efeito visual da profundidade de campo, quanto maior ela é, mais áreas da imagem ficam nítidas, e quanto menor ela é, menor é o ponto de foco.

diafragma e obturador, os olhos da câmera



[caption id="attachment_44" align="aligncenter" width="468" caption="TECH PHOTUS"][/caption]

O que você precisa saber quando for escolher uma lente para sua SLR digital para encontrar a melhor relação custo-benefício, pensando sempre no uso que você fará da sua câmera.


A primeira coisa que precisa ser dita sobre lentes é: não existe “bom e barato” quanto se fala de objetivas. Infelizmente, lentes boas serão caras, e lentes mais baratas terão algum tipo de deficiência. Assim, o grande segredo para comprar lentes é saber até que ponto as deficiências de determinada lente vão atrapalhar o desempenho que você espera da sua câmera. Este desempenho está ligado diretamente ao uso que você fará , ou seja, do estilo de fotografia que você prefere.


Então como descobrir qual o tipo de lente mais apropriado entre os modelos disponíveis? Para descobrir isso, começaremos analisando quais os tipos de lentes, suas características e a quais estilos de fotografia cada um deles é mais adequado.


Só lembrando que não se falará de marcas específicas neste artigo, uma vez que cada sistema de câmeras tem suas lentes próprias e equivalentes, mas não necessariamente iguais.


Lentes Fixas ou Zoom


A grande diferença entre uma lente fixa – que também é conhecida por prime – e uma lente zoom é a variação da distância focal. Enquanto uma lente fixa é construída de forma a manter sua distância focal, as lentes zoom podem variar essa distância em menores ou maiores intervalos.


De certa forma, uma lente zoom pode ser comparada a várias lentes fixas. Como exemplo, se temos uma lente zoom 18-55 mm (perceba a notação em milímetros e o intervalo do zoom) ela pode ser considerada uma lente 18 mm e uma lente 55 mm, além de todas as variações do intervalo. Só que a praticidade de uma lente dessas tem seu contraponto. A construção de uma lente dessas é mais complicada do que a de uma lente fixa, encarecendo a objetiva. Além disso, um outro fator muito importante de cada objetiva – a abertura máxima – tende a ser pior em lentes zoom.


Para entender o conceito de abertura, imagine um valor 1 como sendo a quantidade de luz que seu olho consegue captar. Agora divida essa luminosidade pela metade. Esse número é, aproximadamente, equivalente a uma abertura f/2 (novamente, perceba a maneira como isso é anotado). A seguir você tem um esquema simplificado das aberturas que normalmente se encontram numa lente para fotografia digital.


Esquema básico de aberturas de uma lente para fotografia.


Perceba que, como é uma divisão, quanto maior o orifício formado pelo diafragma – a peça da lente responsável pela abertura – menor é o número f. Pela lógica, então, quanto menor o número f, maior a abertura e mais luz a lente deixa passar até o sensor da câmera.


Foto por Luciano de Sampaio.


Outro efeito importante da abertura é que, quanto mais aberto o diafragma ficar, menor é a profundidade de campo que a lente oferece. Sabe aquelas fotos lindas, com uma flor toda certinha num plano, e tudo borrado no fundo? Isso é o efeito da profundidade de campo na fotografia. Para entender melhor, uma lente com uma abertura f/1.8 consegue desfocar muito mais, e muito mais perto do plano de foto, do que uma lente que só abre em f/4. O outro limite de abertura, os maiores números f da lente, já não são tão limitantes, pois praticamente todas as lentes atuais conseguem fechar até os mesmos f/22, aproximadamente. Assim sendo, ninguém se preocupa com a abertura mínima, pois todas as objetivas conseguem dar essa resposta ao fotógrafo.

Objetivas para fotografia digital



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Um dos maiores fabricantes de lentes do mundo anuncia sua entrada oficial nesta nova tecnologia da fotografia


Fonte da imagem: Divulgação/Carl Zeiss

Fonte da imagem: Divulgação/Carl Zeiss

Você pode até nunca ter ouvido falar do nome Carl Zeiss, mas com certeza já foi fotografado por uma destas lentes, que podem ser encontradas em câmeras Sony Cyber-shot e celulares da Nokia.

Agora, a empresa alemã vai expandir suas parcerias e entrar pra o mundo da tecnologia Micro 4/3. A Olympus anunciou que a Carl Zeiss vai começar a produzir lentes específicas para este novo tipo de padrão, para as câmeras Panasonic e da própria Olympus.

Já era possível utilizar lentes da marca nas câmeras Micro 4/3 com a ajuda de um adaptador. No entanto, um produto específico é muito mais prático e eficiente. Essa tecnologia digitaliza a imagem antes que ela chegue no visor do fotógrafo e dispensa o uso de espelhos no corpo da câmera.

para saber mais sobre 4/3, acesse o post dedicado

FONTE:http://www.baixaki.com.br/tecnologia/8287-carl-ze iss-entra-para-o-mundo-do-micro-4-3.htm#ixzz1DJDxFL6D

Por Daniele Starck

Carl Zeiss entra para o mundo do Micro 4/3





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    O que é o padrão Micro 4/3?




Câmeras e lentes com qualidade profissional, porém mais compactas e desenvolvidas com a imagem digital – foto e vídeo – como objetivo

han? eu explico.


Normalmente tratamos da parte tecnica da fotografia, como edição,focagem, iluminação etc, porem o que é a fotografia sem seus equipamentos e principalmente na era da foto digita.

pensando nisso, iremos apartir de hoje postar também as notas sobre novas tendências em equipamento. E para começar O NOVO PADRÃO MICRO 4/3 PARA LENTES.

Quando a fotografia digital foi desenvolvida, a maioria dos grandes fabricantes apressou-se em adaptar equipamentos à nova tecnologia. Mesmo com essa corrida, as câmeras e lentes de hoje ainda são construídas de forma muito semelhante aos equipamentos da era analógica. Tanto isso é verdade que diversos fabricantes ainda utilizam peças com as mesmas marcas dos tempos do filme, principalmente em termos de lentes.

Os quatro terços

Como toda adaptação, vários recursos possíveis com a tecnologia digital não são completamente explorados nos equipamentos derivados diretamente da tecnologia analógica, sem contar o grande número de peças hoje desnecessárias para o funcionamento e que continuam nas câmeras “porque sempre estiveram lá”. Casos clássicos desse fenômeno são o espelho móvel e o visor pentaprismático das dSLR (digital Single Lens Reflex – Reflex digital de lente única).

Recorte de uma dSLR mostrando espelhos, prismas e demais componentes

Assim como o conjunto de espelho e visor, a própria maneira de fabricar lentes continua baseada principalmente no filme. Porém o sensor das câmeras digitais – seja ele CCD, CMOS ou qualquer outro – tem propriedades bastante diferentes da película analógica. Em virtude disso uma lente otimizada para projetar imagens em um substrato químico normalmente não desempenha seu papel com tanta qualidade no sensor eletrônico.

UM NOVO EQUIPAMENTO PARA UMA NOVA IMAGEM